Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

Os factos que mentem

No final do dia de ontem, espreitei as propriedades da minha pasta "Dissertação" no portátil, e deparo-me com um total de 1.817 ficheiros. Na pasta ao lado, que continha a aplicação desenvolvida para o projecto, mais 1.642 ficheiros marcam lá presença.

Abro cada uma dessas pastas, e identifico cada um dos ficheiros que escolho ao acaso. Recordo-me, em todos, quando o criei, escrevi, ou desenhei. O que me passava pela cabeça quando criei aquele rascunho em que nunca mais lhe peguei, mas por lá deixei. Rascunhos de rascunhos, versões finais de rascunhos, e versões finais de versões finais que produziram mais rascunhos.

O percurso foi longo e aparentemente mais complexo do que o que pareceu. Mas ontem, neste portátil, na pasta "Final_a_serio", (porque era mesmo final, a sério!) estavam apenas dois ficheiros: uma dissertação completa, e uma apresentação da sua defesa. Tudo convergiu para aquele momento, aqueles poucos megabytes que ocupam o mesmo espaço virtual que a música "Real Thing" dos Faith No More ocupa. "Inacreditável", pensei eu. Mas no final do dia (e especialmente hoje, daí estar a escrever estas palavras) apercebi-me do quão importante foi o processo.

Os factos que não mentem

O verdadeiro teste não foi a apresentação de ontem. O verdadeiro teste já eu o tinha realizado, como quando olhámos para trás e pensámos "uau, eu fiz isto?". E aqui pensamos em tudo o que foi necessário, em todos os que contribuíram, para que aqueles insignificantes megabytes pudessem ali estar. Porque para mim, o trabalho que tive o prazer de desenvolver com a minha amiga e colega Marília Moita não cabe fisicamente em espaço algum. Venham gigas, tetras, penta bytes, não importa, a satisfação de um processo bem conseguido não cabe em lugar algum — a não ser onde realmente importa. E aí, há sempre lugar para tudo isto.

E há sempre mais.

Resta-me agradecer, como já o fiz, a todos aqueles que me ajudaram nesta longa caminhada, nos momentos altos e baixos, que não foram tão poucos assim. Muitos não tinham sequer o dever de me ajudar ou dar apoio - mas fizeram-no à mesma, e eu estou eternamente grato por isso. Aos professores, aos participantes do estudo, aos que ajudaram com o material, aos amigos, à namorada, e a todos aqueles cujas palavras directa ou indirectamente me fizeram pensar que "vai valer a pena". O PontoUA foi, para mim, um sucesso.

Já agora, um cumprimento cordialíssimo à equipa do Sapo Campus que fez tudo por nos acompanhar ao longo de todo este tempo, e facilitar este processo de partilha de conhecimento, felicitações e tristezas, sempre com uma mão ali ao lado. É impossível pensar na minha dissertação e não me lembrar desta plataforma, uma vez que se relacionaram de forma sempre tão orgânica. Obrigado.

A apresentação da defesa seguirá num post seguinte :)



Who?
Ricardo Magalhães, taking a master's degree in Multimedia Communication (08-10)
What?
PontoUA: Interaction and Interface in a Public Interactive System, oriented by Prof. Luis Pedro
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